terça-feira, 29 de setembro de 2026
SAÚDE

Alimentação e hidratação no calor de Coari: veja como proteger a saúde

Alimentação leve, consumo regular de água e atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ajudam a reduzir os riscos do calor intenso em Coari.

Manter uma boa alimentação e reforçar a hidratação são cuidados importantes para enfrentar o calor em Coari. Em períodos de temperaturas elevadas, o corpo perde mais líquido por meio do suor e pode apresentar sinais de cansaço, tontura, dor de cabeça, fraqueza e mal-estar.

A recomendação do Ministério da Saúde é beber líquidos com frequência, mesmo quando não houver sensação de sede, além de priorizar alimentos leves, naturais e de fácil digestão. A atenção deve ser redobrada com crianças, pessoas idosas, gestantes, trabalhadores expostos ao sol e moradores com doenças crônicas.

O cuidado não depende apenas de beber água em grandes quantidades de uma só vez. A hidratação deve ser distribuída ao longo do dia, enquanto a alimentação precisa fornecer energia e nutrientes sem sobrecarregar a digestão.

Água deve ser consumida ao longo do dia

A água é a principal opção para manter o organismo hidratado. O ideal é não esperar a sede aparecer para beber, especialmente durante atividades físicas, deslocamentos, trabalho ao ar livre ou permanência em ambientes quentes.

Deixar uma garrafa por perto pode ajudar a criar o hábito de beber pequenas quantidades em intervalos regulares. Também é importante aumentar a atenção em dias de maior exposição ao calor, quando a perda de líquidos pelo suor tende a ser maior.

A quantidade necessária varia conforme idade, peso, alimentação, atividade física, condições de saúde e temperatura do ambiente. Pessoas com problemas renais, cardíacos ou outras condições que exigem controle de líquidos devem seguir a orientação de um profissional de saúde.

Materiais do Ministério da Saúde citam a ingestão de líquidos com frequência e apresentam, em algumas orientações gerais, a referência mínima de 2 litros de água por dia. Essa medida, porém, não substitui uma avaliação individual nem deve ser aplicada de forma automática a todas as pessoas.

Frutas e hortaliças ajudam na hidratação

Além da água, frutas, legumes e verduras contribuem para a ingestão diária de líquidos. Esses alimentos também fornecem fibras, vitaminas e minerais, componentes importantes para uma alimentação equilibrada.

Frutas como melancia, melão, laranja, abacaxi e uva podem ser incluídas em lanches ou sobremesas. Pepino, tomate, folhas e outros vegetais também podem compor saladas e refeições mais leves.

Esses alimentos não substituem a água, mas ajudam a complementar a hidratação. A melhor escolha é consumi-los frescos, bem higienizados e conservados de maneira adequada.

Quando a água não estiver disponível em condições seguras, é necessário utilizar métodos recomendados pelas autoridades de saúde para o tratamento antes do consumo. A qualidade da água e a higiene dos alimentos são fundamentais para evitar doenças que também podem provocar vômitos e diarreia, aumentando o risco de desidratação.

Prefira refeições leves e fracionadas

Durante os dias quentes, refeições muito volumosas ou com excesso de gordura podem causar desconforto e dificultar a digestão. Uma alternativa é fazer porções menores ao longo do dia, combinando alimentos frescos e preparações simples.

Arroz, feijão, carnes, ovos, mandioca, legumes, verduras e frutas podem continuar presentes na rotina, de acordo com a preferência e a realidade de cada família. O cuidado está principalmente no tamanho das porções, no excesso de frituras e na conservação dos alimentos.

Saladas, legumes cozidos, frutas e preparações caseiras podem ser opções adequadas para os momentos mais quentes. Também é importante evitar longos períodos sem comer, principalmente entre crianças, idosos e pessoas que realizam atividades físicas ou trabalham sob o sol.

Uma alimentação equilibrada não precisa ser cara nem baseada em produtos específicos. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos e bebidas adoçadas.

Cuidado com bebidas alcoólicas, refrigerantes e excesso de cafeína

Bebidas alcoólicas não são uma estratégia de hidratação. O consumo de álcool pode favorecer a perda de líquidos e aumentar a vulnerabilidade ao calor. Por isso, deve ser evitado, principalmente durante a exposição ao sol ou a prática de exercícios.

Refrigerantes, refrescos e outras bebidas com grande quantidade de açúcar também não devem substituir a água. Além de não serem a melhor opção para hidratar, podem aumentar o consumo de açúcar ao longo do dia.

Café, energéticos e outras bebidas com cafeína devem ser consumidos com moderação. A orientação do Ministério da Saúde é priorizar água e evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína em períodos de calor intenso.

Água de coco e sucos naturais podem fazer parte da alimentação, mas também não devem substituir completamente a água. Pessoas com diabetes, doenças renais ou outras condições específicas devem buscar orientação profissional antes de aumentar o consumo de determinadas bebidas.

Quem precisa de mais atenção

Crianças pequenas podem não reconhecer ou comunicar adequadamente a sede. Por isso, adultos responsáveis devem oferecer líquidos em intervalos regulares e observar mudanças de comportamento, irritabilidade, sonolência ou redução da urina.

Em pessoas idosas, a percepção de sede pode ser menor. A família e os cuidadores devem acompanhar a ingestão de líquidos e manter a pessoa em ambiente fresco, sem esperar que ela peça água.

Gestantes, pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou renais e indivíduos que usam medicamentos como diuréticos também podem ser mais vulneráveis aos efeitos do calor. Nesses casos, qualquer alteração importante deve ser comunicada a um profissional de saúde.

Trabalhadores que permanecem ao ar livre devem fazer pausas em locais ventilados ou com sombra, usar roupas leves e levar água para o percurso ou para o local de trabalho. O planejamento das atividades para os horários menos quentes também reduz a exposição.

Como reconhecer sinais de desidratação

Sede intensa, boca seca, urina em pequena quantidade ou mais escura, fraqueza, tontura, dor de cabeça, cansaço, náusea e cãibras podem indicar perda excessiva de líquidos. Em crianças, choro sem lágrimas, olhos fundos, irritabilidade ou sonolência também exigem atenção.

O Ministério da Saúde alerta que a exposição prolongada ao calor pode provocar desidratação e evoluir para quadros mais graves. Confusão mental, desmaio, convulsão, pele muito quente, dificuldade para respirar ou perda de consciência são sinais de emergência.

Nessas situações, a pessoa deve ser levada imediatamente a um serviço de saúde. Enquanto aguarda atendimento, é importante retirá-la do sol, levá-la para um local fresco e afrouxar roupas apertadas. Não se deve oferecer líquidos a alguém inconsciente ou com dificuldade para engolir.

Em caso de vômito ou diarreia

Vômitos e diarreia aceleram a perda de água e sais minerais. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento e utilizar solução de reidratação oral quando indicada por profissionais de saúde.

A solução deve ser preparada exatamente conforme as instruções da embalagem. Não é recomendado improvisar fórmulas caseiras com quantidades aleatórias de sal ou açúcar, porque uma mistura inadequada pode fazer mal.

Quando a pessoa consegue ingerir líquidos, a oferta deve ser feita em pequenas quantidades e com frequência. Crianças em aleitamento materno devem continuar mamando, conforme orientação do serviço de saúde.

Higiene e conservação evitam doenças

O calor acelera a deterioração de alguns alimentos. Para reduzir o risco de intoxicação alimentar, é necessário lavar as mãos antes de preparar ou consumir as refeições, higienizar frutas e verduras e manter alimentos perecíveis refrigerados.

Comidas prontas não devem permanecer por muito tempo expostas ao calor. Carnes, ovos, laticínios e preparações com maionese exigem atenção especial. Em caso de alteração de cheiro, cor, textura ou sabor, o alimento não deve ser consumido.

Também é importante evitar o consumo de gelo, água ou alimentos de procedência duvidosa. A prevenção de doenças gastrointestinais é parte do cuidado com a hidratação, já que episódios de diarreia podem levar rapidamente à desidratação.

Rotina simples ajuda a enfrentar os dias quentes

Uma rotina de cuidados pode começar pela manhã, com a separação de uma garrafa de água e o planejamento das refeições. Frutas higienizadas podem ser levadas para o trabalho ou para a escola, desde que sejam armazenadas de forma segura.

Durante o dia, vale reduzir a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, usar roupas leves e manter os ambientes ventilados. Beber água regularmente, fazer refeições menores e observar os sinais do corpo são atitudes simples que ajudam a preservar a saúde.

As orientações gerais do Ministério da Saúde sobre calor, hidratação e alimentação podem ser consultadas no guia sobre ondas de calor. Em caso de sintomas persistentes ou sinais de gravidade, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima.