Moradores do bairro Alvorada, em Manaus, relatam estar há dias sem abastecimento de água e dizem ter recorrido a alternativas improvisadas para manter atividades básicas em casa. As queixas citam os conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e foram compartilhadas na quarta-feira (30) em um grupo de vizinhos e nas redes sociais.
Com os reservatórios domésticos esvaziados, moradores afirmam ter usado água de piscina e recolhido a água eliminada por aparelhos de ar-condicionado. Eles também cobram da Águas de Manaus uma explicação para a interrupção e uma previsão para a retomada do serviço.
Moradores tentam reunir informações sobre a área afetada
As mensagens compartilhadas pelos moradores mostram uma tentativa de identificar quais ruas e conjuntos estariam sem abastecimento. Uma das reclamações cita a rua Cândido Honório e afirma que a água retirada do ar-condicionado estava sendo usada para lavar as mãos e dar descarga.
“Aqui estamos aparando água do ar-condicionado para lavar as mãos e colocar no vaso sanitário. E pagamos água cara”, escreveu uma moradora em um grupo de WhatsApp que reúne vizinhos da região.
Outra publicação, feita no Instagram, afirma que a falta de abastecimento atingia o conjunto Juruá, o Ajuricaba e áreas próximas havia dias. Segundo o relato, algumas famílias já estavam com as caixas-d’água vazias e passaram a utilizar água de piscina para necessidades básicas.
Os registros apresentados não permitem determinar o início exato da interrupção, o número de imóveis atingidos ou se o problema ocorria de forma contínua em todas as ruas mencionadas.
Relatos citam outras ruas e conjuntos
No grupo de vizinhos, os participantes trocaram informações para saber se a falta de água estava restrita a alguns imóveis ou se atingia uma área mais ampla do Alvorada. Uma das mensagens menciona uma moradora da rua Antônio Plácido que também estaria sem abastecimento.
A mesma mensagem cita os conjuntos Ajuricaba e Belvedere. A troca de informações, no entanto, não apresenta um levantamento completo da área afetada nem permite confirmar que todas as ruas dos conjuntos enfrentavam a mesma situação.
Imagens de comentários publicados nas redes sociais também mostram reclamações sobre abastecimento no Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, e no Parque dos Buritis. O material disponível não permite relacionar essas ocorrências ao problema relatado pelos moradores do Alvorada.
Consumidor relata abertura de ordem de serviço
Um morador afirmou ter telefonado para a concessionária na quarta-feira (30). Segundo ele, uma atendente informou que não havia registro de falta de água na área entre as ocorrências consultadas pela empresa.
“Liguei agora e falei com uma atendente. Nos registros deles, não consta falta d’água aqui na área”, relatou o consumidor.
Após a ligação, de acordo com o morador, foi aberta uma ordem de serviço vinculada à matrícula do imóvel. O prazo informado para o atendimento foi de até 24 horas.
Esse prazo não corresponde necessariamente a uma previsão de retorno da água. O relato não confirma que o abastecimento seria restabelecido nesse período nem que a solicitação abrangeria outros imóveis ou todas as áreas citadas pelos moradores.
A informação sobre a inexistência de uma ocorrência registrada foi apresentada no mesmo contexto em que vizinhos compartilhavam reclamações sobre a interrupção. Os registros disponíveis não esclarecem como essas manifestações foram cadastradas ou classificadas no sistema da concessionária.
Empresa diz não haver manutenção registrada
Em um e-mail enviado na manhã de quarta-feira, em resposta a uma reclamação de consumidor, a Águas de Manaus informou ter consultado seu sistema e não encontrado registro de manutenção em andamento na localidade naquele momento.
A empresa solicitou que o destinatário confirmasse se o imóvel continuava sem abastecimento. Segundo a mensagem, a informação seria usada para a realização de verificações e para o encaminhamento do atendimento.
A resposta da concessionária trata da ausência de manutenção registrada, mas não informa a causa da falta de água relatada pelo consumidor. Também não apresenta uma previsão de normalização do serviço nos conjuntos e ruas mencionados nas reclamações.
No mesmo e-mail, a empresa indicou seus canais de atendimento, entre eles o telefone e WhatsApp 0800 092 0195 e o chat disponível no site da concessionária.
Moradores questionam respostas recebidas
Além da interrupção no abastecimento, moradores também relatam dificuldades na comunicação com a concessionária. Em uma mensagem compartilhada no grupo de WhatsApp, uma pessoa afirmou que vinha recebendo respostas aos e-mails enviados, mas que o problema permanecia sem solução.
Outros participantes disseram ter a impressão de que as mensagens eram automáticas. Essa avaliação foi feita pelos moradores, e os registros apresentados não permitem confirmar se as respostas foram produzidas de forma automatizada.
Nas redes sociais, as cobranças pedem que a Águas de Manaus verifique o abastecimento nos conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e nas ruas mencionadas nas mensagens.
Até os relatos compartilhados na tarde de quarta-feira (30), moradores ainda informavam que estavam sem água. As respostas apresentadas não trazem uma explicação para a interrupção, não definem a extensão do problema e não indicam uma previsão de restabelecimento para todas as áreas citadas.








