quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Cidades

Relatos sobre falta de água no Alvorada circulam entre vizinhos enquanto concessionária busca verificar atendimento

Moradores do Alvorada, em Manaus, relatam falta de água nos conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e dizem recorrer a água de piscina e de aparelhos de ar-condicionado. A Águas de Manaus informou que não havia manutenção registrada na área e abriu uma ordem de serviço para um consumidor, com prazo de até 24 horas para atendimento.
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Moradores do bairro Alvorada, em Manaus, relatam estar há dias sem abastecimento de água e dizem ter recorrido a alternativas improvisadas para manter atividades básicas em casa. As queixas citam os conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e foram compartilhadas na quarta-feira (30) em um grupo de vizinhos e nas redes sociais.

Com os reservatórios domésticos esvaziados, moradores afirmam ter usado água de piscina e recolhido a água eliminada por aparelhos de ar-condicionado. Eles também cobram da Águas de Manaus uma explicação para a interrupção e uma previsão para a retomada do serviço.

Moradores tentam reunir informações sobre a área afetada

As mensagens compartilhadas pelos moradores mostram uma tentativa de identificar quais ruas e conjuntos estariam sem abastecimento. Uma das reclamações cita a rua Cândido Honório e afirma que a água retirada do ar-condicionado estava sendo usada para lavar as mãos e dar descarga.

“Aqui estamos aparando água do ar-condicionado para lavar as mãos e colocar no vaso sanitário. E pagamos água cara”, escreveu uma moradora em um grupo de WhatsApp que reúne vizinhos da região.

Outra publicação, feita no Instagram, afirma que a falta de abastecimento atingia o conjunto Juruá, o Ajuricaba e áreas próximas havia dias. Segundo o relato, algumas famílias já estavam com as caixas-d’água vazias e passaram a utilizar água de piscina para necessidades básicas.

Os registros apresentados não permitem determinar o início exato da interrupção, o número de imóveis atingidos ou se o problema ocorria de forma contínua em todas as ruas mencionadas.

Relatos citam outras ruas e conjuntos

No grupo de vizinhos, os participantes trocaram informações para saber se a falta de água estava restrita a alguns imóveis ou se atingia uma área mais ampla do Alvorada. Uma das mensagens menciona uma moradora da rua Antônio Plácido que também estaria sem abastecimento.

A mesma mensagem cita os conjuntos Ajuricaba e Belvedere. A troca de informações, no entanto, não apresenta um levantamento completo da área afetada nem permite confirmar que todas as ruas dos conjuntos enfrentavam a mesma situação.

Imagens de comentários publicados nas redes sociais também mostram reclamações sobre abastecimento no Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, e no Parque dos Buritis. O material disponível não permite relacionar essas ocorrências ao problema relatado pelos moradores do Alvorada.

Consumidor relata abertura de ordem de serviço

Um morador afirmou ter telefonado para a concessionária na quarta-feira (30). Segundo ele, uma atendente informou que não havia registro de falta de água na área entre as ocorrências consultadas pela empresa.

“Liguei agora e falei com uma atendente. Nos registros deles, não consta falta d’água aqui na área”, relatou o consumidor.

Após a ligação, de acordo com o morador, foi aberta uma ordem de serviço vinculada à matrícula do imóvel. O prazo informado para o atendimento foi de até 24 horas.

Esse prazo não corresponde necessariamente a uma previsão de retorno da água. O relato não confirma que o abastecimento seria restabelecido nesse período nem que a solicitação abrangeria outros imóveis ou todas as áreas citadas pelos moradores.

A informação sobre a inexistência de uma ocorrência registrada foi apresentada no mesmo contexto em que vizinhos compartilhavam reclamações sobre a interrupção. Os registros disponíveis não esclarecem como essas manifestações foram cadastradas ou classificadas no sistema da concessionária.

Empresa diz não haver manutenção registrada

Em um e-mail enviado na manhã de quarta-feira, em resposta a uma reclamação de consumidor, a Águas de Manaus informou ter consultado seu sistema e não encontrado registro de manutenção em andamento na localidade naquele momento.

A empresa solicitou que o destinatário confirmasse se o imóvel continuava sem abastecimento. Segundo a mensagem, a informação seria usada para a realização de verificações e para o encaminhamento do atendimento.

A resposta da concessionária trata da ausência de manutenção registrada, mas não informa a causa da falta de água relatada pelo consumidor. Também não apresenta uma previsão de normalização do serviço nos conjuntos e ruas mencionados nas reclamações.

No mesmo e-mail, a empresa indicou seus canais de atendimento, entre eles o telefone e WhatsApp 0800 092 0195 e o chat disponível no site da concessionária.

Moradores questionam respostas recebidas

Além da interrupção no abastecimento, moradores também relatam dificuldades na comunicação com a concessionária. Em uma mensagem compartilhada no grupo de WhatsApp, uma pessoa afirmou que vinha recebendo respostas aos e-mails enviados, mas que o problema permanecia sem solução.

Outros participantes disseram ter a impressão de que as mensagens eram automáticas. Essa avaliação foi feita pelos moradores, e os registros apresentados não permitem confirmar se as respostas foram produzidas de forma automatizada.

Nas redes sociais, as cobranças pedem que a Águas de Manaus verifique o abastecimento nos conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e nas ruas mencionadas nas mensagens.

Até os relatos compartilhados na tarde de quarta-feira (30), moradores ainda informavam que estavam sem água. As respostas apresentadas não trazem uma explicação para a interrupção, não definem a extensão do problema e não indicam uma previsão de restabelecimento para todas as áreas citadas.